Diretrizes Empresariais para a Valoração Econômica de Serviços Ecossistêmicos de Provisão

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Serviços ecossistêmicos de provisão resultam de processos ecológicos que produzem bens tangíveis que são úteis de alguma forma ao ser humano gerando bem-estar. Basicamente, esses bens providos pelos ecossistemas podem ser classificados como: i) alimentos, quando são destinados diretamente para alimentação humana ou de criação animal; ou ii) insumos, quando são utilizados como componentes de produtos diversos (inclusive alimentos industrializados). 

Este documento visa complementar as Diretrizes Empresarias de Valoração Econômica de Serviços Ecossistêmicos (DEVESE) ao descrever um método geral de valoração de serviços ecossistêmicos de provisão que deve atender a grande parte destes serviços ecossistêmicos relevantes para a economia brasileira.

No contexto destas diretrizes são considerados tanto os bens ecossistêmicos que resultem de atividade produtiva antrópica, ou seja, sistemas agropecuários e aquicultura, como os que resultem de coleta diretamente de áreas naturais, ou seja, de extrativismo.

Na quantificação e valoração econômica desses serviços de provisão são aqui abordados dependências, impactos sofridos pela empresa e externalidades.

Considerando que estas diretrizes abordam diversos serviços ecossistêmicos de provisão para bens ecossistêmicos de interesse (BEI) cuja relação com os negócios tende a ser diversificada, são aqui indicados dois métodos de valoração econômica: os métodos indiretos de custos de reposição (MCR, Anexo 1) e de produtividade marginal (MPM, Anexo 2). 

A valoração por MCR contribui com a estimativa de custos de ações necessárias para repor falhas na provisão do BEI e deve ser aplicada quando existe possibilidade de um bem substituto. Já o MPM gera uma estimativa justamente dessas perdas, sem considerar sua substituição (ou prevenção). 

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