GT aborda a gestão de riscos empresariais relacionados a serviços ecossistêmicos

No ano de 2016, a TeSE tem por objetivo aprofundar o tema da gestão de serviços ecossistêmicos com as empresas-membros, e abordou a gestão de riscos no 1º Grupo de Trabalho de 2016 04/07/2016
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(foto: Roberta Boccalini)

Por Thaís Camolesi Guimarães (GVces) 

Em seus dois primeiros anos de trabalho, a TeSE dedicou-se à criação e à implementação de diretrizes empresariais para a valoração econômica e não econômica de serviços ecossistêmicos. Percebendo a dificuldade das empresas em utilizar os resultados da valoração para auxiliar na tomada de decisão, no ciclo de 2016 a TeSE empreende esforços para trabalhar o tema de gestão empresarial de serviços ecossistêmicos junto às empresas-membros da iniciativa.

Os cinco riscos globais mais preocupantes para os próximos dez anos, apontados pelo Fórum Econômico Mundial, são todos direta ou indiretamente relacionados com o capital natural – o estoque limitado de ativos ambientais providos pela natureza, que gera fluxos de benefícios para a sociedade, chamados de serviços ecossistêmicos. Se não geridos, os riscos relacionados ao capital natural podem impactar as estratégias das organizações. Mas se eles forem geridos de forma adequada, podem também representar oportunidades, contribuindo para proteger e gerar valor. Essa foi a mensagem passada pela equipe da TeSE no encontro do grupo de trabalho (GT), que contou com a participação de Annelise Vendramini, coordenadora do programa Finanças Sustentáveis do GVces.

Para auxiliar no processo de incorporação do capital natural na gestão empresarial, foi apresentada a abordagem TEEB para gestão do capital natural, que segue três passos: reconhecer valor, demonstrar valor e capturar valor.

A primeira parte do GT abordou o primeiro passo: reconhecer valor. Para tanto, as empresas-membros da TeSE foram convidadas a pensar nos principais riscos relacionados ao capital natural para os seus negócios, e também os impactos que podem ser gerados por estes riscos.

Já a segunda parte do GT abordou o segundo passo: demonstrar valor. Nesse momento, as empresas apresentaram seus projetos de valoração que serão desenvolvidos ao longo do ano e foram encorajadas a refletir sobre como os escopos escolhidos contribuem para avaliar e mitigar os riscos materiais de suas empresas.

Próximos passos – O ciclo 2016 da TeSE conta com mais um GT, que trará experiências e mecanismos que incorporem os valores dos ecossistemas nas tomadas de decisão: o terceiro passo da abordagem TEEB para gestão do capital natural. Paralelamente, as empresas-membros estão desenvolvendo seus projetos de valoração de serviços ecossistêmicos e em agosto participarão da Jornada Empresarial Terceira Margem, em que os participantes são convidados a ir a campo e questões relativas aos temas de cada Iniciativa Empresarial do GVces podem ser compreendidas de maneira integrada e na complexidade com que se dão na prática.

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