Serviços ecossistêmicos relacionados aos negócios

Casos das empresas membro da iniciativa Tendências em Serviços Ecossistêmicos (TeSE) no Ciclo 2016
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A iniciativa empresarial Tendências em Serviços Ecossistêmicos (TeSE) foi lançada em 2013 pelo Centro de Estudos em Sustentabilidade da Escola de Administração de Empresas de São Paulo da Fundação Getulio Vargas (GVces/EAESP-FGV) com a missão de apoiar o setor empresarial brasileiro na incorpora- ção do capital natural na tomada de decisão de negócios. Desde então, a TeSE vem desenvolvendo, por meio de um processo de construção conjunta com suas empresas-membros, ferramentas destinadas à quantificação, valoração econômica e não econômica, e relato de dependências, impactos e externalidades no que se refere a serviços ecossistêmicos.

Desde 2014, foram publicados vinte casos empresariais de aplicação das Diretrizes Empresariais para a Valoração Econômica de Serviços Ecossistêmicos (DEVESE 2.0) e sua respectiva ferramenta de cálculo. Em 2016, dez novos casos empresariais foram desenvolvidos, sendo oito casos de valoração de serviços ecossistêmicos e dois casos pilotos de gestão empresarial de serviços ecossistêmicos.

Os casos empresariais aqui publicados contribuem para criar um conjunto de referências da aplicação da valoração de serviços ecossistêmicos no âmbito empresarial e para o diagnóstico de oportunidades de melhoria das DEVESE e sua ferramenta de cálculo, ambos compromissos da TeSE.

O relato dos resultados dos casos empresariais é feito, desde 2015, por meio do “formulário para relato de dependências, impactos e externalidades ambientais”, inspirado nas Diretrizes Empresariais para Relato de Externalidades Ambientais (DEREA). Este formulário serve como orientador para que as organizações elaborem um relato claro e objetivo de suas estimativas de valor econômico de dependências, impactos e externalidades ambientais positivas e negativas. O conteúdo do formulário é autodeclarado pelas empresas, sendo que cada caso traz a indicação do responsável pelas informações relatadas.

No ano de 2016, o formulário foi aprimorado para estar em consonância com o Natural Capital Protocol, um framework desenhado para auxiliar o setor empresarial a mensurar e avaliar suas dependências e impactos sobre o capital natural. Além disso, neste ciclo a TeSE trabalhou com as empresas membro da iniciativa o tema de gestão empresarial de serviços ecossistêmicos e, nesse contexto, orientou-se a análise dos resultados obtidos pelos projetos de valoração e sobre como utilizá-los para apoiar a tomada de decisão empresarial. Tais reflexões são descritas nos quadros de “análise dos resultados” e de “gestão dos serviços ecossistêmicos”.

Esta publicação não traz detalhamento de dados e cálculos utilizados, dada a complexidade e o caráter estratégico de algumas das informações utilizadas pelas empresas, mas cumpre com seu objetivo de disseminação do tema, exemplificando alguns dos riscos e oportunidades derivados de serviços ecossistêmicos relacionados aos negócios.

Detalhes sobre os tipos de dados e procedimentos metodológicos necessários a essas análises podem ser obtidos diretamente das DEVESE e na sua ferramenta de cálculo, ambas disponíveis no site da TeSE.

Acesso à publicação


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